
O Carnaval é, além de ser a mais famosa, a festa mais apoteótica do Brasil. O Carnaval do Rio é conhecido no mundo inteiro (só de dizer "we are on Carnival", nota-se o frenesi e, sim, aquele quêzinho de inveja da parte daqueles que não estão por aqui para ver com os próprios olhos o espetáculo) e valorizado por nós que estamos dentro da festa e aproveitamos aqueles três dias como se o mundo fosse acabar em seguida.
Vou me me limitar a escrever apenas sobre a cidade do Rio de Janeiro: os blocos de rua fazem sumir a imagem de metrópole e no lugar desta, uma cidade imaginária, onde as preocupações somem, as pessoas fantasiadas, adultos viram crianças, todos se falam como se fossem íntimos. Nos blocos noturnos, vemos homens, que eram antes sérios, recém saídos do trabalho esquecerem o estresse da rotina... esquecemos a rotina.
E depois que passam esses três dias de mágica, eis que chega a quarta feira de cinzas. O momento de fazer o balanço do carnaval, o momento em que a cabeça dói e a ressaca é realmente sentida, acompanhada da promessa "esse é meu último porre". Há as reuniões de amigos, onde há o saldo da pegação, é a hora de sacanear as pessoas pela decadência dos "peguetes" durante o porre, a hora de pedir segredo pelos crimes, provar os verdadeiros amigos. A quarta feira de cinzas é também a hora de que cai a nossa ficha que vivemos um sonho real mas que no dia seguinte a vida segue, a cidade reassume a face e metrópole, voltamos a ver ternos no calor insuportável, a Rio Branco volta a ser apenas uma passagem de carros e a única prova de que foi tudo real(tirando os confetes, serpentinas que dão trabalho aos garis) é a memória, a vontade de quero mais e a famosa frase "agora só ano aque vem!". Pois é, todo Carnaval tem seu fim!
P.S- Parabéns a Unidos da Tijuca pelo título

Parabéns a Unidos da Tiijuca 2!!!
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